Coreia do Sul planeja construir primeira cidade flutuante do mundo até 2025

por Canal da Engenharia
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Em projeto apoiado pela Organização das Nações Unidas (ONU), uma cidade flutuante foi proposta para os mares de Busan, na Coreia do Sul, para criar um novo modo de vida em meio a aumentos do nível do mar relacionados ao clima.

No início de novembro, a prefeitura assinou um acordo com a Oceanix, empresa fundada pelo arquiteto dinamarquês Bjarke Ingels Group, e a UN-Habitat.

Hexágonos flutuantes

O plano é construir uma cidade feita de módulos hexagonais que seja estável o suficiente para resistir a um furacão de categoria cinco.

Em reportagem publicada pelo site norte-americano Business Insider, o objetivo dos idealizadores é ter as primeiras plataformas na água até 2025.

Embora o tamanho da primeira iteração da cidade não tenha sido determinado, espera-se que o custo gire em torno de 200 milhões de dólares.

De acordo com relatos da mídia, o plano é montar a cidade com mais de 75 hectares e uma população inicial de 10.000 habitantes.

Os hexágonos seriam agrupados em torno de um porto central e compostos por “vilas” de até 1.650 residentes.

O plano prevê cidades flutuantes em águas protegidas perto de megacidades costeiras. Fonte: Oceanix/BIG-Bjarke Ingels Group.
Sob as plataformas, recifes flutuantes permitiriam o cultivo de algas, ostras, mexilhões, vieiras e amêijoas. Fonte: Oceanix/divulgação.

Itai Madamombe, um cofundador da Oceanix disse à Insider que Busan era o melhor lugar para construir a cidade-protótipo porque era o lar de um dos portos mais movimentados do mundo, então construtores e engenheiros locais tinham experiência de construção ao longo da água.

Ela disse que a ideia seria “útil para todas as cidades costeiras do mundo e todas as comunidades costeiras que enfrentam o desafio da elevação do nível do mar”. A Oceanix está em negociações com pelo menos 10 governos sobre a construção de mais cidades flutuantes, acrescentou.

O conceito de cidade flutuante foi discutido em uma mesa redonda da ONU em abril de 2019, com a presença do secretário-geral adjunto da ONU Amina Mohammed, Marc Collins Chen, o chefe executivo da Oceanix e Nicholas Makris, professor do Centro de Engenharia Oceânica do MIT.

Naquela reunião, Mohammed comentou que as cidades flutuantes poderiam fazer parte de um “arsenal de ferramentas” para adaptar os centros populacionais às mudanças climáticas. Ela disse: “Por causa das mudanças climáticas, as cidades estão cada vez mais expostas ao risco de inundações. Em Bangkok, o solo em que algumas partes da cidade se encontram está afundando cerca de dois centímetros a cada ano, de acordo com algumas estimativas, enquanto o nível do mar no Golfo da Tailândia está subindo. ”

Fontes:

South Korea plans to host world’s first floating city by 2025. Global Construction Review. Novembro, 2021.

UN-backed floating city built to withstand Category 5 hurricanes is headed to South Korea. Insider. Novembro, 2021.

Imagem de capa: Oceanix/divulgação.

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