Cidades Resilientes e Mega Cidades: os possíveis cenários urbanos de 2070

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A Sociedade Americana de Engenheiros Civis (ASCE) lançou um projeto ousado e abrangente para antecipar, reimaginar e se preparar para as mudanças futuras nas grandes cidades.

O projeto foi chamado de Visão de Mundo Futuro (Future World Vision), e visa preparar engenheiros para os novos desafios das cidades super populosas.  

Segundo a associação, o futuro exigirá uma nova maneira de fazer as coisas, uma nova abordagem e uma nova visão, e vai necessitar desde veículos autônomos a tecnologias verdes de ponta.

O projeto é, na verdade, uma experiência interativa e imersiva que explora o ambiente construído de 2070.

O crescimento populacional e o avanço das tecnologias levarão os engenheiros civis a reimaginar o futuro.

As novas megacidades devem ser capazes de acomodar 50 milhões de pessoas, preservando sua história, promovendo a sustentabilidade e apoiando vários estilos de vida e economias.

Mas como os engenheiros civis irão acomodar uma população tão grande, preservando o caráter histórico da cidade, promovendo espaços verdes acessíveis e apoiando uma variedade de estilos de vida e economias?

Possíveis cenários do Mundo do Futuro

  • Cidades Resilientes

Nesse cenário, as mudanças climáticas causam estragos nas cidades urbanas e costeiras.

No início, a sociedade desconsidera ou minimiza as mudanças climáticas e os eventos climáticos extremos. Com o tempo, entretanto, a gravidade crescente dos impactos das mudanças climáticas aumentará a demanda por investimentos substanciais em medidas de proteção de longo prazo.

Implicações para engenheiros civis

  • Embora os governos neste cenário sejam lentos para reagir às mudanças climáticas, os engenheiros civis não precisam ser.
  • O projeto da infraestrutura precisará levar em conta a invasão da água do mar, tempestades extremas e populações crescentes.
  • Os sistemas digitais que controlam as redes de água precisarão ser projetados de uma maneira segura e integrada que responda com eficiência ao aumento da demanda.
  • Estradas, pontes e portos precisarão ser elevados e redesenhados para minimizar os danos ambientais, enquanto paredões, diques e barreiras precisarão ser construídos para proteger as cidades do nível do mar mais alto e desastres naturais mais frequentes.
  • A indústria da construção, incluindo proprietários, engenheiros e empreiteiros, precisará abandonar o foco míope no custo de construção em favor dos custos do ciclo de vida. Caso contrário, os custos da resposta climática se tornarão rapidamente excessivos, já que a infraestrutura é substituída após um desastre, para ser derrubada novamente no próximo.

Os engenheiros civis precisarão integrar os avanços da ciência dos materiais em projetos futuros. Materiais resilientes também serão úteis além das áreas mais propensas a desastres, enquanto a sociedade e os engenheiros lutam com questões associadas ao aumento da urbanização e superlotação.

A responsabilidade recairá cada vez mais sobre os engenheiros civis para compreender a dinâmica do sistema de defesa do clima e sustentabilidade.

Materiais aprimorados ajudarão, mas não sem integração com a nova infraestrutura de transporte de massa, edifícios inteligentes e planejamento para a obsolescência das defesas tradicionais, como diques e paredões.

  • Megacidades progressivas

Nesse cenário, a urbanização em massa extrema impulsiona a ação direta do governo, por meio da tecnologia e do planejamento urbano, em direção ao desenvolvimento de megacidades progressistas.

Os serviços da cidade são aumentados com tecnologia para permitir que os serviços sejam personalizados para os indivíduos.

Os carros são completamente substituídos por transporte público autônomo e onipresente; a infraestrutura de automóveis é reaproveitada para habitação e espaço verde.

Numerosos avanços na construção levam a processos de construção automatizados e materiais mais resistentes.

Implicações para engenheiros civis

  • Os engenheiros civis incorporarão a tecnologia em todas as facetas da infraestrutura tradicional, ao mesmo tempo em que avançam com projetos que só são possíveis com a construção automatizada.
  • A segurança no trânsito aumentará com a infraestrutura dedicada de veículos autônomos, que separará os pedestres das redes de veículos. No entanto, sistemas de infraestrutura totalmente conectados também aumentarão o potencial para ataques cibernéticos externos, exigindo o fortalecimento da infraestrutura digital.
  • A construção de alta tecnologia representa oportunidades significativas para engenheiros civis; no entanto, a automação apresenta desafios.
  • As empresas de engenharia civil precisarão reimaginar o melhor uso de seus recursos humanos para o planejamento e execução de projetos em que o próprio processo de construção possa ser tratado por robôs.
  • Os engenheiros civis precisarão ajudar a desenvolver serviços públicos inteligentes para atender a essas megacidades, apoiando uma rede elétrica sobrecarregada e distribuindo a energia recém-abundante para seus cidadãos e empresas.

Projetar e comercializar essas redes físicas e digitais exigirá uma abordagem de integração de sistemas completos, abrangendo disciplinas dentro e fora da engenharia civil tradicional.

Engenheiros da ASCE explicam as megas cidades. ATIVE AS LEGENDAS!

Fonte:

Sociedade Americana de Engenheiros Civis (ASCE). futureworldvision.org/

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